Nas longas guerras de insurgência de Portugal, de 1961 a 1975, a Força Aérea Portuguesa (FAP) utilizou Lockheed Harpoons, convertidos para contrainsurgência, aviões de treinamento militarizados T-6G, e aviões utilitários Dornier Do-27. No setor de jatos, F-84G Thunderjets, F-86F Sabre e Fiat G-91. Um embargo de armas da ONU e a oposição dos EUA às guerras africanas impediram o uso dos potentes bombardeiros a jato Sabre, mas os fortes laços de Lisboa com a Alemanha Ocidental e a França permitiram que ela continuasse a obter aeronaves e helicópteros como o jato Fiat G-91, o Alouette 3 de fabricação francesa e os novíssimos Pumas para enfrentar a UNITA, a FNLA e o MPLA em Angola. Na Guiné-Bissau, o PAIGC, altamente treinado e letal, e a FRELIMO, em Moçambique. A maioria dos portugueses diz que as guerras africanas foram o seu Vietnã - mas em pelo menos 12 frentes e três teatros de operações distintos! Cerca de 150 pilotos das FAP perderam a vida, dos 505 efetivos das FAP mortos nas guerras africanas. Cerca de 9.274 soldados portugueses foram mortos, sendo cerca de dois terços deles recrutados localmente em Africa