Minha relação com a Amazônia segue um caminho tortuoso que forma um quadro cubista, reunindo cacos de memórias colecionados durante mais de cinquenta anos de uma completamente desregrada jornada. Considero que não nos satisfaz o meio ambiente, queremos o ambiente por inteiro. Entre as riquezas da Amazônia, o que eu mais gostaria que fosse preservado é a cultura desses povos originários das terras do Brasil, que continuam militando pela vida, apesar de cinco séculos de assalto e genocídio. Acredito que deva ser criada uma nação indígena soberana juntando partes do Equador, Colômbia, Venezuela, Peru, Bolívia, Brasil, Guiana, Suriname e Guiana Francesa, com capital em São Gabriel da Cachoeira, que já é oficialmente multilíngue.