INTEGRAÇÃO À DERIVA: Mercosul e Alca na virada do milênio (Portuguese Edition)

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by Carlos J. Serapião

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No ano 2000, a jornalista Ivani Schutz e o autor criaram o site de informações e notícias sobre comércio exterior e relações internacionais Global21.com.br. Ivani e uma equipe reduzida tocavam o negócio em Porto Alegre, incluindo a realização de entrevistas, enquanto C. Serapião produzia um clipping diário de notícias e curto editorial chamado “Toque Pessoal”. De dezembro de 2000 a junho de 2002, foram 295 editoriais, dos quais boa parte trata do Brasil nas negociações da Alca, em que estavam ficando evidentes vários pontos de resistência brasileira. Aliás, das entrevistas publicadas pelo Global21, a mais famosa foi com Samuel Pinheiro Guimarães ("O Brasil pode dizer não à Alca"), que acabaria contribuindo para mudar a posição brasileira assim que o presidente Lula assumiu em 2003 e enterrar o projeto de integração hemisférica. O Mercosul, incluindo a crise argentina de 2001, foi igualmente objeto de muitos “Toques Pessoais”. Sua leitura, como num filme, deixa claro que a negociação da integração do Cone Sul, após a liberação tarifária dos anos 90, tinha chegado a vários becos sem saída, revelando indícios de uma estagnação futura do projeto econômico-comercial, do esvaziamento da agenda negociadora, da burocratização das reuniões e da captura do processo por uma retórica populista sem resultados concretos. Por isso, o título “Integração à Deriva: Mercosul e Alca na virada do milênio”. Em 2025, diante do histórico de instabilidade político-institucional da Argentina nas duas últimas décadas, bem como da expansão econômica brasileira com o agribusiness e o pré-sal, entre outras áreas, parece óbvio que teria sido impossível transformar o Mercosul num espaço integrado como a União Europeia ou a Zona do Euro. Mas na virada do milênio essa perspectiva estava longe de ser um consenso. No tocante à Alca, os EUA eram nosso principal parceiro comercial. Havia negociações na OMC de liberalização adicional do comércio global de bens e serviços, bem como de harmonização regulatória em diversas indústrias. A Alca fazia sentido nesse contexto. Hoje em dia, com a China produzindo de forma hipercompetitiva boa parte da manufatura do mundo, o que vemos é uma onda protecionista em escala global e o ocaso da OMC. No prólogo, o C. Serapião afirma que "o presente é sempre enganoso" e que "na virada do milênio, não sabíamos que Alca e Mercosul estavam indo à deriva". Daí pergunta: "O que estará sendo cozinhado nos subterrâneos do presente, em matéria de perspectivas de nosso comércio exterior e das trocas comerciais em nível global? Estamos vivendo o início do declínio da globalização iniciada no pós-Segunda Guerra, a partir da Conferência de Bretton Woods? Estamos experimentando o nascimento de um novo sistema global em torno da China ou da Ásia como um todo? Não sabemos agora. Mas daqui a duas décadas teremos clareza sobre o que ocorreu".

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