Há monstros que se escondem na noite. Outros caminham entre nós, invisíveis, sustentados pelo silêncio dos que fingem não ver. Este livro revisita um dos crimes mais brutais e esquecidos do Brasil: o caso do Vampiro de Niterói . Narrado pela voz de um policial que investiga, mas também teme, o relato mescla realidade e ficção, conduzindo o leitor por ruas úmidas, tribunais carregados e memórias que não se apagam. Mais do que um registro, é um espelho sombrio daquilo que a sociedade prefere ignorar. Aprendi cedo que o mal não grita — ele sussurra. Niterói, início dos anos 1990. A cidade, aparentemente tranquila, esconde um dos episódios mais sombrios da história criminal brasileira. Crianças desaparecem, corpos são encontrados, e o rastro de medo se espalha como uma sombra que ninguém quer nomear. Narrado pela voz de um policial que caminha entre a razão e o horror, este relato mistura investigação e literatura para reconstruir o caso do chamado Vampiro de Niterói . Mais que um registro policial, é um mergulho na mente de um assassino, nos silêncios cúmplices da sociedade e nos limites da própria justiça. Entre fatos reais e narrativa ficcional, o livro convida o leitor a encarar a pergunta que ninguém ousa responder: quem são, afinal, os monstros que caminham entre nós? Um em cada vinte e cinco de nós é um sociopata. A maioria não mata, mas todos ferem. Em O Vampiro de Niterói , a fronteira entre o homem e o monstro se dissolve. O leitor acompanha, pela perspectiva de um policial, os passos de um dos assassinos mais perturbadores do país. Baseado em fatos reais, este conto policial é também uma reflexão sobre omissão, cumplicidade e a estranha normalidade com que o mal circula em nossas ruas.