"Vinte e cinco anos é o tempo que uma alma leva para atravessar o próprio funeral." Em uma obra que funde a melancolia existencialista à crueza da sobrevivência, Íris Ferrera abre as portas de um santuário construído sob os escombros de um apocalipse doméstico. Após a perda súbita de seus pais aos quatorze anos, a autora mergulhou em um luto de duas décadas, marcado pelo silêncio imposto, por convivências tóxicas e por muros densos que tentaram emudecer sua essência. Poesias para um Funeral não é apenas uma antologia; é um rito de passagem biográfico. Organizado em quatro atos, o livro guia o leitor através de: O Apocalipse Doméstico: O choque da orfandade precoce e a fragilidade de um ser que se viu pequeno diante do mundo. - O Muro Denso: A asfixia da sobrevivência em ambientes hostis, onde o isolamento e as máscaras foram as únicas armaduras possíveis. - O Labirinto do Afeto: A busca incessante por um lar que não existe mais no mapa e a complexidade dos encontros e desencontros. - O Grande Funeral: O momento sagrado da cura, onde o perdão e a aceitação permitem que a alma, enfim, mude de endereço. Com uma estética gótica refinada e versos que transformam lágrimas em cristais sinalizadores, Íris nos ensina que o fim pode ser o rascunho de um recomeço real. Uma leitura necessária para quem busca transformar a própria dor em luz e a vida em poesia. "Nos apodrece e depois, como se nada houvesse acontecido, germina."