Os polacos chegaram no Brasil bem antes que muitos acreditam. Antes dos grupos em massa do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, indivíduos de sangue polaco nas veias vieram para ficar no Brasil. Kacper de Poznań, foi o primeiro polaco de origem judaica a pisar no Brasil. Ele era natural de Poznań, na Polônia. Era um dos três intérpretes da expedição de Pedro Álvares Cabral, que em 22 de abril de 1500 e desembarcou nas areias brancas de Porto Seguro. “Polacos do Brasil — a etnia em números e sobrenomes” é uma tentativa de elucidar as confusas estatísticas sobre a imigração polaca para o Brasil. A etnia está representada por aproximadamente 5 milhões de indivíduos no Brasil. No livro, estão as listas dos primeiros assentados nas diversas colônias de imigrantes. Também estão as grafias corretas, em idioma polaco, dos nomes e sobrenomes adulterados em postos de emigração, portos, cartórios e igrejas. Os imigrantes polacos e seus descendentes têm participação importante em diversas áreas do desenvolvimento do Brasil, tendo contribuído culturalmente na pintura, música, literatura, poesia e artes cênicas. Mas não só na cultura, pois influenciaram a economia do país. Foram aqueles imigrantes que criaram as primeiras cooperativas brasileiras. Na agricultura, trouxeram a carroça, o arado, as técnicas de plantio e introduziram a soja no país. Estão presentes na sociologia, na filosofia, na educação e na política brasileira sendo preponderantes na formação do povo mestiço do Brasil. Se há algo que o Brasil pode se orgulhar é, justamente, da mestiçagem das muitas etnias e raças. E viva os polacos brasileiros!