Trincheiras do Baixio das Memórias é uma narrativa poética que atravessa o sertão e os cafezais, costurando lembranças como retalhos de uma colcha ancestral. Cada capítulo é acompanhado por aquarelas originais do autor, que enriquecem a narrativa e dão vida às memórias. Entre imigrantes que ergueram lavouras, famílias que guardaram tradições, e personagens que se tornaram símbolos — Zefa com sua colcha pesada, Nivaldo com sua Lambretta barulhenta, o benzedor Calabrês ( Quebra-Ossos , Vira-Ventres ), e Vovô Aurélio na “Porteira do Tempo” — o livro revela trincheiras de memória onde dor e afeto se encontram. Cada capítulo é uma travessia: o cheiro do café coado, o peso da terra, a música que embala o trabalho, a educação que transforma, e a história que se perpetua. São memórias que não apenas guardam o passado, mas o transcendem, mostrando que o tempo pode ser massageado e reinventado. Uma obra sobre sertão, família e cultura popular — onde tradição, música e história se entrelaçam para revelar que até os tombos podem virar lembranças que aquecem.